[POEMAS & POESIA]: Meus oito anos - Casimiro de Abreu

Olá, pessoas!
Tudo bem?! Espero que sim!

Que tal começar a semana com lembranças boas e nostálgicas da infância? 
Gente, eu sou do tempo em que brincávamos na rua até a hora que a mãe chamava para entrar em casa. Sou do tempo que corríamos e pulávamos em busca de aventura e não do tempo em que apenas os dedos agem na tela de um smartphone. Fui uma criança muito feliz, com todos aqueles amigos da vizinhança, brincando de pega-pega, esconde-esconde, pipa, bolinha de gude, baleado e tantas outras brincadeiras. #Saudades

Hoje, fiquei pensando nisso e logo me lembrei do poema de Casimiro de Abreu, Meus oito anos. Com maestria, o poeta nos mostra como aqueles tempos de infância nos marcam. Ele nos lembra de toda alegria e inocência de ser criança; daquele tempo sem nenhuma preocupação ou quando a nossa maior preocupação era encontrar figurinha repetida que não completaria o álbum. Hoje, com 18 anos vejo que a infância nunca volta e toda aquela beleza de ser criança fica apenas na memória, se restringindo cada vez mais à meras memórias.


Para entender bem do que eu estou falando, deixo-lhes com esse maravilhoso poema! :)

MEUS OITO ANOS - CASIMIRO DE ABREU
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida,
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

[...]

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia,
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias de minha infância
Oh! meu céu de primavera!
Que doce à vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberto o peito,
- Pés descalços, braços nus -.
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
- Que amor, que sonhos, que flores -
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Espero que tenham gostado, pessoal!
Uma dose de cultura e poesia é sempre bom, certo? Certo!
Até breve!

17 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Amo as poesias de Casimiro de Abreu meu poeta preferido.
    Um abraço, ótima semana pra vc.

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  3. Adriano, vc me fez viajar no tempo agora... que saudade dos meus oito anos!! A infância é realmente uma fase gostosa demais, tenho tantas boas lembranças... de brincar na rua com os amigos de pega-pega, esconde-esconde. Hoje fico um pouco triste vendo minha filha "presa" em casa, vendo televisão e brincando com o tablet ou vídeo game.
    Adorei a poesia!!

    Beijos!!

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  4. Adriano, você me fez quase chorar homem! Éramos felizes e não sabíamos não é? Também sou desse tempo maravilhoso, e tenho apenas 15 anos hehe :)
    Às vezes me pego pensando nos meu velhos tempos, velhos amigos que provavelmente não os verei novamente. :(
    Isso é triste, mas é sempre bom relembrar. Nunca havia lido essa poesia e é muito linda!
    Bjs
    Anny

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  5. Amo esse poema, lembro do livro Uma Professora muito maluquinha do Ziraldo.... minha infância foi linda. Bela postagem!

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  6. Não sou muito de poesia, mas adoro essa do Casimiro de Abreu. Realmente, dá uma saudadinha da infância. :) Por isso que eu sempre falo pra aproveitarem ao máximo os momentos, como se fosse o último. Agora estou me sentindo nostálgica com a facul. Gente, como é estranho se formar! haha

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  7. Oi Adriano!
    Casimiro de Abreu é lindo né.
    Essa poesia mexeu comigo. Eu já tenho 21 anos! Não que seja muuuuita coisa, mas já não dá mais pra brincar de boneca, correr de pés descalços na rua ou tirar fotos montada em pôneis. É uma saudade enorme que tenho desses tempos, e o mais triste é "Que os anos não trazem mais!" como diz a poesia.
    Beijos <3

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  8. Caramba Adriano,bateu uma saudade dessa época agora...pena que a gente não possa voltar no tempo rsrs'.conheci esse poema no sétimo ano e agora relembrei ele aqui .Ahhh que saudade dessa época maravilhosa!!! :'(

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  9. Bons tempos, boas coisas. Como um poema pode nos levar tão longe no tempo? No meu caso, 10 anos atrás. Como sinto falta! Era tão bom correr pelas ruas, jogar bola, pular corda e a única preocupação era a hora que a mamãe iria gritar para entrar. Tive uma boa infância, uma infância que, infelizmente, meus filhos não irão conhecer. Não apenas pela tecnologia ter tomado de conta do mundo, mas porque as ruas hoje em dia não são mais seguras.

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  10. Que poema!!! Aí aí, que saudades da minha infância. Quando a gente é moleque só pensa em crescer e agora queria voltar a ser criança kkk
    Abraços

    estantejovem.blogspot.com.br

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  11. Que saudade dessa época em que o que mais me preocupava eram as brincadeiras, hoje são tantas responsabilidades, principalmente com o vestibular, que fiquei muito feliz de ter esse "momento nostalgia"... O poema é muito bonito mesmo.
    Beijos!

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  12. Lendo esse poema, acabei fazendo uma viagem no tempo até a época em que era criança. Eu também sou dessa época em que as melhores brincadeiras eram nas ruas. Brinquei muito e hoje sinto uma saudade tremenda. Uma pena que as crianças de hoje em dia não têm essa oportunidade. Mas a vida é assim.

    @_Dom_Dom

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  13. Ah esse poema é sempre tão maravilhoso e sempre traz emoções fortes... não importa quantas vezes seja lido.

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  14. Adriano,
    Como diz um querido amigo e professor universitário: "a poesia só faz bem, mais de uma dose diária, que mal tem?" risos
    Eu amo o Casimiro e admiro seu trabalho. Desde novinha minha avó lia para mim suas poesias e aí nasceu minha paixão. Tenho algumas composições porém sou tímida para mostrar aos outros.

    Essa simplicidade da infância é muito efêmera. E me admira sua maturidade para reconhecê-la. Quando ter um filho quero que este seja parecido com você! risos

    Beijo

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  15. É aí que bate aquela saudade de quando era criança... também ficava brincando na rua até minha mãe me chamar pra entrar, porque "Tá ficando tarde!" hahahaha bons tempos aqueles, e foram bem aproveitados <3

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  16. Não curto muito poesias. Mas achei essa muito bonita, principalmente a parte que cita "Naqueles tempos ditosos,Ia colher as pitangas,Trepava a tirar as mangas..."

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  17. Saudade linda e pura. Adorei reler esta poesia!

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